D epois do lançamento de grande sucesso das linhas de bolsa da arquiteta Nadia Calzolari, ainda em 2016 a cidade de Curitiba recebeu outra importante novidade da marca na Kraft Home Store: os vestidos da nova coleção Tubino.

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Se as bolsas foram desenvolvidas com atenção a valores como sustentabilidade, matéria prima de qualidade e mão de obra artesanal, os vestidos somaram a esses pilares um novo elemento humano: a produção artística.

No intuito de contar com a expressão subjetiva de artistas hoje em atividade nas mais variadas frentes como a pintura, o desenho e até mesmo o design de jóias, os vestidos da linha Tubino foram pensados para democratizar a circulação da arte tendo como suporte o corpo.

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Valorizar a arte e levá-la adiante é mais simples do que parece. Porque se vivemos tempos nos quais murais artísticos chegam a ser apagados pelo poder público (como temos visto nas ações polêmicas adotadas pela Prefeitura de São Paulo), levantar a arte no próprio corpo enquanto bandeira surge como uma das formas de comunicar a importância desse tipo de vivência humana na formação de uma sociedade capaz de apreciar diversas estéticas e manifestações culturais.

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A bandeira simples, portanto, é: em nossas andanças pela cidade e pelo mundo, por que não sermos nós mesmos porta vozes das potencialidades que admiramos? A arte nos vestidos Tubino aparece, aliás, literalmente como bandeira: os trabalhos dos artistas são apresentados em retângulos removíveis que não flamulam ao vento mas sim perto do coração. A possibilidade de trocar e assim alternar as obras de arte que estampam cada vestido é um apelo à diversidade e uma forma de acolher a velocidade com que as transformações acontecem hoje sem por isso deixar de lado algo de significativo nessas paragens.

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E se falamos em viagens (sejam elas pela própria cidade ou mundo afora), os vestidos Tubino mais do que serem práticos, desejam ser o item número um de qualquer bagagem ou dia a dia feminino. A versatilidade é garantida pela concepção inteligente das costuras que permitem que as peças sejam utilizadas de múltiplas formas, a depender das exigências de cada ocasião. Com um mesmo vestido é possível ir do longo ao curto.

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Ou seja, a praticidade que está a serviço de criar maiores possibilidades de uso para a roupa é também um recurso de sustentabilidade já que demonstra como é dispensável ter no armário uma infinidade de artigos. Basta investir em peças nas quais se acredita e que sejam feitas para atender a mulher em detrimento de sujeitá-la aos imperativos do consumo. O tempo, matéria tão escassa, não pode ser desperdiçado. A preferência por peças práticas e desenvolvidas com compromisso simbólico por Nádia Calzolari tem a ver com o estilo de vida em que se acredita e a regra é clara: menos é mais, mas nem por isso é preciso renunciar à variedade.

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Tubino, como o nome sugere, é uma referência ao tradicional – e atemporal – vestido “tubinho”. Atualizado às necessidades do agora, a peça ganhou cores e bom humor, o que permite ser interpretada como adequada para eventos que exigem mais sobriedade ao mesmo tempo que basta um tênis para torná-la descolada e bem aceita por mulheres de todas as idades. Com os vestidos Tubino é possível jogar. A partir de um gancho com uma peça já conhecida, Nádia Calzolari insere outras referências e amplia o significado de um item clássico, o que permite que ele dialogue com uma pluralidade de conceitos, tendências, materiais e texturas que são oferecidos pelo mercado da moda.

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Assim, o Tubino rompe com padrões de certo e errado e prova que não há um código obrigatório no vestir: a personalidade dentro de cada roupa é mais importante do que convenções fabricadas.

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Na fluidez dos vínculos, na velocidade da globalização e diante das consequências que o enorme fluxo de ideias e informações nos traz, é preciso que nossa orientação esteja o mais possível voltada contra a corrente. Feito para durar, Tubino é um ícone que vem para ficar.




Foto: Paulo Andrade
Verbo: Andressa Barichello

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Sobre o Autor Andressa Barichello

Acredita na possibilidade infinita da palavra, sempre [des]construtora. É autora de "Crônicas do Cotidiano e Outras Mais" (Scortecci Editora, 2014). Além de escrever, é também mestre em Direito e Literatura pela Universidade de Lisboa.

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