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A internet é, sem dúvida, a grande ferramenta do nosso tempo. Contudo, a velocidade de compartilhamento de informações e a possibilidade de comunicação instantânea são causa de um encolhimento quanto às possibilidades de, efetivamente, navegar pelo mundo virtual. Na maior parte das vezes, recorremos à internet buscando solucionar dúvidas e problemas, assim como encontrar dicas e respostas, capazes de encurtar o caminho a ser percorrido entre o nosso desejo e a concretização de uma ideia.“Como fazer? Como vestir? Como comprar? Como saber? Qual é? Quanto custa? Quando posso? Onde vou?”

As perguntas acima são necessárias, mas não será tempo de procurarmos investir um pouco de nosso tempo e energia em coisas que não tenham um resultado prático e imediato? Não será tempo de abrirmos mais espaço para a poesia? Nesse sentido, inspiradoras as palavras de Paulo Leminski:

“A poesia é um inutensílio. A única razão da poesia é que ela faz parte daquelas coisas inúteis da vida que não precisam de justificativa porque elas são a própria razão de ser da vida. Querer que a poesia tenha um porquê, querer que a poesia esteja a serviço de alguma coisa é a mesma coisa, por exemplo, que você querer que um gol do Zico tenha uma razão de ser, tenha um porquê, além da alegria da multidão. É a mesma coisa que querer, por exemplo, que um orgasmo tenha um porquê. É a mesma coisa que querer, por exemplo, que a alegria da amizade, do afeto, tenha um porquê. A poesia faz parte daquelas coisas que não precisam ter um porquê. Pra que porquê?”

Pensando nisso, o FOTOVERBE-SE! surgiu como possibilidade de experiência em aberto, a construir-se. Partindo da ideia inicial de manter um espaço de arte e palavra, provocaremos e nos deixaremos provocar pelo resultado dos textos, imagens e outras intervenções que surjam para nós e que possamos partilhar com os amigos e o público, a partir da criação de um acervo virtual.

Estejam em casa! 🙂