Sobre o ser além vigília

 

Há sempre uma vida
debaixo dos planos e
detrás dos panos
Palavra dita na ordem errada do dia,
disparado gatilho da língua

Há sempre uma vida que
se descortina acima das cruzes
e credos e vinga

Quando a gente atina para o exílio do verbo
Quando a gente adentra a toca do coelho
Nestas falas ou num dormir

de
vir
pro
fundo

No fio do segredo; avesso do espelho
O mundo
real
É este lapso verbal ou
O sonho dentro do sono de todo e cada
mortal.

 

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Sobre o Autor Andressa Barichello

Acredita na possibilidade infinita da palavra, sempre [des]construtora. É autora de "Crônicas do Cotidiano e Outras Mais" (Scortecci Editora, 2014). Além de escrever, é também mestre em Direito e Literatura pela Universidade de Lisboa.

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